Hola! Bem vindo de volta!

Vamos dar sequência ao primeiro post to blog Meu primeiro freela! Ganhei cliente e agora?. Paramos no maravilhoso momento em que, depois de muito choro e negociações, o cliente aceita a sua proposta e finalmente você está liberado pra começar a trabalhar. Esse é o sonho, né?

Bom, aí depende. Fez seu orçamento direitinho? Passou apuro contando os dias pro cliente responder? Bom, de uma coisa eu sei: se há a chance de você queimar o filme com ele, o contrário também é válido. Sabe aquele cliente que dá preguiça só de pensar em mandar e-mail por que você sabe que ele só vai responder daqui uma semana? Pois é. E a gente não gosta de bancar o chato e ficar em cima.

Se, ao contrário do meu primeiro freela você viu a luz e fez aquele pequeno pedido dos arquivos antecipadamente, meus parabéns! Tenho certeza de que seu trabalho tinha tudo pra atender a deadline.

Mas e quando não? Primeiro a gente tem que largar essa mentalidade de que “se o cliente quer, ele vai ir atrás”. Não. Ele quer? Com certeza. Mas você quer ainda mais e, em começo de carreira, a gente administra bem menos tarefas do que ele, certo? Então corre atrás, manda e-mail, liga, fala com a secretária. E pisa onde dói: atraso de envio de arquivo significa atraso de entrega de trabalho.

Mas antes de qualquer coisa: be nice. Eu tenho essa impressão de que a maioria dos designers é gente fina. E sabe por que? Sendo gente boa já conseguimos aí 80% das coisas na vida. Designer legal você vai querer ver de novo, né?

Então resolva tudo na paz, seja direto e objetivo, mas não seja grosso, que não são sinônimos. Exercite sua paciência. Se o cliente não for tão nice assim é simples: não trabalhe pra ele outra vez. Entregue seu trabalho feito na maior excelência possível e corte ligações. Falar mal de você ele não vai e nem pode.

Mas e aí? Arquivos em mãos, briefing todo bonitinho. E a descrença. O medo de fazer errado e fazer ruim. A preguiça de saber que vamos mudar o layout mil vezes antes de chegar lá. A procrastinação bate feio. Se você não se sustenta com freela e ainda mora na casa dos pais, a sensação de segurança acaba fazendo com que, inconscientemente, aquele freela seja só mais um trabalho de faculdade, que faltando um dia eu faço.

Mas eu realmente espero que você não tenha ido até o fim com isso.

A gente tem na mão a oportunidade de mostrar que é bom, tá recebendo pra isso! E pensa só, num futuro próximo, você não vai ter o comodismo de apenas um freela no seu cronograma. Os trabalhos vão se mesclar, andar lado a lado e nada pode perder o prazo. As pessoas falam em organização, aplicativos, ferramentas, listas e o escambal.

 

Mas eu sinceramente acho que um pouco de bom senso é o bastante pra começar. Existe uma técnica que eu gosto muito que é chamada de “Pomodoro” (Você pode saber mais sobre ela aqui no site Aparelho Elétrico). Minha adaptação dela é a seguinte: pegue seu celular, coloque uma hora no cronômetro e ponha pra rodar. Pegue o projeto e dê seu melhor nessa uma hora. Suponhamos que o valor da sua hora é 25 reais. Parabéns, você acaba de ganhar 25 reais! dê uma pausa de 5 minutinhos. Coloque de novo. Quatro horas depois, quanto você ganhou? 100 reais, em um dia.

Ainda deu vontade de deixar a preguiça vencer?

No começo a gente só precisa de duas coisas: foco meta. Sua meta é ganhar 150 reais todo dia? Então, seis horas de jornada de trabalho, foco total em produção. A consciência de que existe um cronômetro vai te fazer não pensar em mais nada além do tempo passando. Falo por experiência própria. Tá determinado? Então vamos trabalhar!

1.Aproveite sua liberdade. Tem uma semana pra concluir o job? Trabalhe três, quatro horas por dia nele, no horário em que você se sente mais produtivo. O que é um oitavo do nosso dia? E o melhor, se você terminar antes, pode dedicar esse tempo a outro job ou um projeto pessoal. Tempo não é só dinheiro, é também construção de valor.

2.Não se esqueça de manter o cliente atualizado. Mande e-mails mostrando como vai o andamento do serviço. Mostre o progresso, dê a ele a liberdade de pedir ajustes enquanto tudo não fica pronto, deixe claro quando você espera pela resposta dele. Isso também pode evitar mal-entendidos e erros que te tomarão tempo para consertar. Deixe tudo bem claro e tenha certeza de que o cliente explicou exatamente o que ele quer.

3.Apresentação é fundamental. Tudo pronto? Então salve um mockup, pro cliente saber como a peça dele vai ficar depois de pronta. Eu acredito que as chances de ele aprovar são maiores. E, claro, aprovado o trabalho, salve tudo nos formatos combinados, compacte e envie por e-mail. Ligue e deixe-o saber que sua parte foi cumprida.

3. O trabalho continua. Não exclua seu trabalho! O cliente pode um dia te ligar perguntando pelos arquivos. É aconselhável guardar por pelo menos dois anos todos os arquivos de um cliente. E outra: trabalho bom a gente mostra, então aproveite os mockups e preencha seu portfólio! Ele é a nossa porta pra trabalhos futuros.

4.Mantenha contato. O cliente foi gente boa? Talvez ele queira repetir a experiência. Fique esperto. Você pode ter acabado de abrir um porta muito valiosa. Cuidar da relação designer – cliente é cuidar do seu trabalho. Não deixe-a fechar.

Parabéns! Espero que, assim como eu, você tenha entregado seu trabalho no prazo combinado. Problema sempre dá, mas tudo se resolve no fim. Anote o que funciona, grife o que não funciona e testa na próxima!

E fala aí, como foi seu primeiro freela?

 

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